“Já não vale a pena”: quando aprendemos a desistir de nós!
A Filomena (nome ficticio) tem 46 anos, duas filhas, e uma vida cheia de responsabilidades e pessoas para cuidar: nomeadamente do pai que foi recentemente piorando o estado de saúde. No meio de uma vida dedicada ao Outro, a Filomena deixou de ter tempo de olhar para si, acolher as suas necessidades e compreender as suas emoções.
Na primeira sessão a Filomena partilhou que aquando do nascimento da primeira filha, foi diagnosticada com depressão pós-parto e tem sido medicada e acompanhada em psiquiatria desde então. A vida da Filomena sempre foi marcada por dificuldades em se priorizar e sente que não é minimamente valorizada. Descreve-se como sendo um "coração mole, levo tudo muito a peito".
A Filomena entrou comigo nesta viagem pela sua vida e nela temos descoberto muitas coisas importantes, sendo a principal conclusão que ao longo da sua vida, várias necessidades foram ficando para trás e que “já não vale a pena”. Algures na sua vida, a Filomena aprendeu que as suas necessidades não eram importantes o suficiente para serem uma prioridade.
Hoje quero falar-te sobre esta história e como, através dela, podemos compreender mais sobre o que é a Depressão e como, na psicologia, a Teoria da Vinculação e a Terapia Focada na Emoção explicam o seu surgimento.
E tu? Vens comigo nesta viagem?
A não-monogamia consensual: mito, moda ou escolha consciente?
João e a Marta (nomes fictícios) chegam à terapia de casal num momento de desgaste da relação. Ambos descrevem uma rotina que se tornou repetitiva, marcada por pouco desejo sexual, desmotivação e um sentimento de estagnação.
Foi então que Marta, entre um silêncio e outro, larga a bomba: “E se abríssemos a relação?”.
Neste artigo vamos explorar o que realmente significa escolher este tipo de relação, desfazer alguns mitos e refletir sobre o impacto emocional desta escolha.
O luto são ondas
A Carla (nome fictício) iniciou acompanhamento no início deste ano na sequência da morte do pai. O pai da Carla morreu há alguns meses de doença prolongada, tendo feito com que ela acompanhasse toda a evolução da doença e as suas sucessivas perdas, vendo a saúde deteriorar-se de dia para dia. Na sequência destes eventos, notou que foi tendo mais dificuldades em adormecer, bem como perda de apetite…